sexta-feira, 4 de março de 2016


“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.”

(autor desconhecido)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Intervenção Precoce -
A família como facilitadora!


"Com os avanços da médico-científicos, especialmente na área de neonatologia, os índices de mortalidade infantil foram reduzidos, possibilitando maior sobrevida dos neonatos de risco. "  (Carvalho, Linhares & Martinez, 2001)
  

Bebês prematuros apresentam um risco considerável para o Atraso do Desenvolvimento Neuropsicomotor e a fisioterapia focada na Estimulação Precoce é essencial e necessária para assegurar ao bebê o desenvolvimento do Individuo Pleno em suas capacidades motoras, sensoriais e cognitivas, já que os primeiros 3 anos de vida são decisivos neste processo para toda a vida.  O acompanhamento periódico é importante para identificar lacunas de desenvolvimento (GAPs) que devem ser corrigidos de prontidão em seu tempo adequado para que não haja sequelas.

A participação da família nos programas de Intervenção/Estimulação Precoce é muito importante. Diversos estudos, que utilizam o termo Cuidado Centrado na Família (CCF), para designar esta prática coadjuvante no processo terapêutico, fundamentam essa vertente, conforme um dos artigos, dentre muitos na literatura:  http://www.scielo.br/pdf/paideia/v14n29/06.pdf

Foram realizados diversos estudos onde uma parte dos bebês submetia-se apenas a estimulação com fisioterapeuta e a outra parte, além da fisioterapia, recebiam orientações de cuidados, atividades e posicionamentos realizados em casa pelos pais. O grupo que recebia os cuidados das família apresentavam um desempenho melhor. Esses resultados são observados normalmente na prática clínica. Família engajada produz resultados fabulosos!


A estimulação adequada associada à presença e participação do cuidador durante os atendimentos contribui para o desenvolvimento do bebê. Sendo o vínculo materno muito importante para o desenvolvimento biopsicossocial da lactente, a presença da mãe durante os atendimentos reforçam o aprendizado motor e as vivências sensoriais através da confiança transmitida pelo vínculo mãe-bebê. Este vínculo deve ser reforçado e favoravelmente utilizado durante as terapias por assegurar a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento do bebê e o sequenciamento das atividades e orientações.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Terapia Assistida por Animais


A Terapia Assistida por Animais (TAA), consiste na utilização de animais, mais comumente são utilizados o cão (cinoterapia) e o cavalo (equoterapia), como recurso terapêutico coadjuvante na abordagem fisioterapêutica tradicional, estimulando a interação, a afetividade, motivando de maneira lúdica a terapia, contribuindo para adequação de tônus e aquisição motora e funcional.

Cindy, a cão terapeuta; Carla Paloma; Vanessa Ferrari e Gui
Na pesquisa, onde foi utilizada uma cachorra, devidamente adestrada, Cindy, nossa cão-terapeuta, onde associei os manuseios da fisioterapia com a presença de Cindy, de maneira facilitadora, lúdica, estimulando funções (escovar a cachorra, acariciá~la, alimentá-la, conduzi-la pela guia a passear, jogar bolinhas), transferências, mobilidade, estabilidade. Os resultados foram muito positivos especialmente na interação/cognição, na atividade motora grossa, tanto em qualidade de movimento quanto em melhores tempos na execução das atividades ou transferências propostas.








Estimulação de Bebês

As atividades de estimulação, como já referido em post anterior, favorecem e enriquecem o desenvolvimento biopsicossocial do bebê. A intervenção de estimulação psicomotora é sugerida ao bebês típicos e recomendada aos bebês com risco para atraso do desenvolvimento neuropsicomotor. No caso dos bebês típicos podem inclusive acontecer em grupos, o que favorece também a socialização e integração bebês, mamães. No caso dos bebês com necessidades de estimulação precoce, a atividade em grupo pode complementar a fisioterapia já realizada. 



Os grupos de estimulação propiciam um espaço de vivências, exploração, para que os bebês passem pelas etapas do desenvolvimento motor e perceptivo de forma adequada (desenvolvimento postural, muscular, sensibilidade, cognição).

No caso dos bebês com necessidades de estimulação precoce, a atividade em grupo pode complementar a fisioterapia já realizada. 

Enfim o estímulo correto, no tempo certo, em ambiente enriquecedor, com profissional habilitado faz a diferença nas primeiras vivências perceptivas motoras de bebês e crianças.






sexta-feira, 27 de junho de 2014

Desenvolvimento - Parte I


“Desenvolvimento é o aumento da capacidade do indivíduo na realização de funções cada vez mais complexas”. 
(Marcondes, 1989)

“O desenvolvimento motor é um conjunto de características em constante evolução que permite que um bebê que possui atividade motora essencialmente reflexa ao nascimento, evolua para a motricidade voluntária e realize movimentos complexos e coordenados.”
(Diament et al., 2010)

"O desenvolvimento é definido como “mudanças nas estruturas físicas e neurológicas, cognitivas e comportamentais, que emergem de maneira ordenada e são relativamente duradouras.”.
(Mussen et al., 1995)


Aspectos estruturais do sistema nervoso (maturação), sensoriais, psicológicos (motivação, afeto, motivações) e o próprio aspecto motor, são essenciais para que a criança se desenvolva.

O desenvolvimento infantil é influenciado por uma tríade: Indivíduo – Ambiente – Tarefa e, é a base para o desenvolvimento cognitivo e para o aprendizado motor.


Por meio da exploração motora a criança desenvolve consciência do mundo que a cerca, e de si própria. O controle motor possibilita à criança experiências concretas, que servirão como base para a construção de noções básicas para o seu desenvolvimento motor e intelectual.


O ambiente em que o lactente vive pode dar diferentes formatos ou moldar aspectos do seu comportamento motor. 
O ambiente positivo age como facilitador do desenvolvimento normal, pois possibilita a exploração e interação com o meio, através das experimentações motoras, sensoriais e elaboração de estratégias.
As mudanças durante os primeiros anos de vida são as mais importantes modificações, onde se processam saltos evolutivos em curtos períodos de tempo.

O período de 0 a 18 meses é o de maior desenvolvimento da criança, sendo que as diferenças são notadas claramente. Cada criança tem seu tempo e, se desenvolve de acordo com a maturação de seu SNC.

A biologia desempenha papel importante na sequencia previsível do desenvolvimento motor, porém existe uma variação normal considerável no Ritmo de Desenvolvimento (Gallahue & Ozmum, 2002). Embora a maturação neuromuscular ocorra para que o bebê desenvolva-se, vários fatores ambientais e requisitos da tarefa determinam o Ritmo do Desenvolvimento, ou seja,  os ambientes que fornecem e estímulos e oportunidades para exploração encorajam a aquisição precoce de padrões motores.
Imagem cedida por Kiddo Academia Infantil
A estimulação nessa primeira fase de sua vida proporciona um bom desenvolvimento motor que repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais, intelectuais e culturais, pois ao ter alguma dificuldade motora faz com que a criança se refugie do meio o qual não domina, deixando de realizar ou realizando com pouca frequência, determinadas atividades importantes para a potencialização de suas habilidades.

A estimulação potencializa os vários níveis de expressão corporal, encontrados no bebê: o gestual, tônico, mímico, ocular, sinestésico e auditivo.

As experiências motoras que se iniciam na infância são de fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo, principal meio pelo qual a criança explora, relaciona e controla seu meio ambiente.

Através da exploração motriz, a criança desenvolve a consciência de si mesma e do mundo exterior.
 
Imagem cedida por: Kiddo Academia Infantil
Sendo que a motricidade é a interação de diversas funções motoras: o movimento se relaciona com o desenvolvimento cognitivo, no sentido de que a integração das sensações provenientes de movimentos resulta na percepção e toda aprendizagem simbólica posterior depende da organização destas percepções em forma de estruturas cognitivas.

Imagem cedida por Kiddo academia infantil.
O desenvolvimento transcorre por etapas ou fases, que correspondem a determinados períodos do crescimento e da vida, em geral. Cada um desses períodos tem suas próprias características e ritmos ainda que não se deva perder de vista que cada criança tem seu próprio padrão de desenvolvimento.

Importante é não pular as fases do desenvolvimento e, sim, potencializá-las!